RESTRIÇÕES DA CHINA E POSSÍVEL CONTROLE DO BRASIL ACENDEM ALERTA NO SETOR DA CARNE NO PARÁ

  • 27/02/2026
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RESTRIÇÕES DA CHINA E POSSÍVEL CONTROLE DO BRASIL ACENDEM ALERTA NO SETOR DA CARNE  NO PARÁ

Novos impasses do setor produtivo podem gerar impactos sobre as exportações da carne bovina produzida no Pará, em especial, sobre os produtos enviados à China, após restrições e impostos alocados na produção do estado.

O país asiático impôs uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para a carne brasileira, que recebe a tarifa tradicional de 12%; o que ultrapassar esse limite estará sujeito a uma sobretaxa de 55%. Localmente, representantes do setor temem os rumos desse cenário, especialmente após o governo brasileiro sinalizar interesse em limitar a exportação brasileira por empresa para o cliente asiático.
No acumulado do ano passado, a exportação de animais vivos e produtos do reino animal do Pará registrou uma arrecadação de US$ 916.889.257 na relação comercial com a China, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para o zootecnista e diretor na Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Guilherme Minssen, o cenário segue preocupante. “Qualquer interferência no livre mercado tem sempre prejuízos tanto para os produtores como para a indústria do país”, avalia.
A sua atenção também é quanto ao desenvolvimento da produção local, que, segundo ele, precisa de investimentos para avançar por si só.
“No Brasil, temos aumentado a produção, mesmo reduzindo a área física de produção rural. Nos últimos 10 anos, duplicamos praticamente a criação em confinamentos. O Pará tem o segundo maior rebanho bovino e o primeiro bubalino, mas estamos cada vez mais longe do mercado dos resultados encontrados por produtores de Mato Grosso, São Paulo e Goiás principalmente”, explica.Nas últimas movimentações, o Ministério da Agricultura sugeriu oficialmente a criação de um sistema de controle em um ofício encaminhado à secretaria-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
A ideia consiste basicamente em limitar o volume exportado por empresa.
A medida ainda não é uma realidade e os países tratam do assunto, mas, enquanto novos rumos não se consolidam, as limitações impostas pela China seguem com a validade de três anos, iniciando a contagem no dia 1º de janeiro deste ano.
PossibilidadesApesar de a China ainda ser o principal parceiro comercial nesse segmento para o Pará, os dados do último ano revelam boas exportações para o Egito, que ficou em segundo lugar na lista de parceiros, com US$ 157.533.393. Seguido pelo Iraque (US$ 129.955.352), Marrocos (US$ 117.569.155) e Líbano (US$ 89.784.498), respectivamente.
Fora das planilhas, o representante do setor ainda menciona a proximidade entre o mercado brasileiro e de países vizinhos, a exemplo do Uruguai e Argentina. Minssen aponta esses parceiros como boas opções de novos mercados, caso os efeitos desse impasse de tributações e restrições afetem as relações comerciais.
“O Brasil tem exportado volumes significativos de carne para o Uruguai e a Argentina, destinados ao consumo interno nesses países. Essas exportações alcançam valores consideráveis, provenientes, em grande parte, de frigoríficos localizados em Santa Maria, Uruguaiana e na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul”, estima o zootecnista.
Fonte: O Liberal

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